MANIFESTO:

MANIFESTO:


Não somos um jornal.
Também não somos uma obra de ficção.
Registramos acontecimentos que deixaram de existir.
Há fatos que não podem ser publicados,
não por censura,
mas por consequência.
O Arquivo Zero nasce onde a versão oficial se torna insuficiente
e a memória coletiva precisa ser reorganizada.
Não investigamos crimes.
Não denunciamos culpados.
Não revelamos nomes.
Trabalhamos com encerramentos.
Quando um evento ameaça ultrapassar o limite do tolerável,
ele é reduzido ao essencial,
arquivado,
e reiniciado.
O que permanece é o silêncio necessário
para que o mundo continue funcional.
Aqui não há revelações completas.
Há fragmentos.
Não oferecemos respostas.
Oferecemos registros.
Cada texto, cada edição, cada arquivo
corresponde a algo que foi observado,
avaliado
e deliberadamente interrompido.
O leitor não é testemunha.
É parte.
Ao acessar este conteúdo, você aceita uma condição simples:
nem tudo poderá ser compreendido,
nem tudo deverá ser lembrado.
O Arquivo Zero não corrige a realidade.
Ele define até onde ela pode ir.
Se você chegou até aqui,
é porque algo já foi apagado.